

Por Wolf Júnior | Domingo, Julho 23, 2006 |

Emerge das profundezas esta dor que envolve tudo...
E como o grasnar de um corvo rasga a alma em duas partes
que se tocam e se perdem nas entranhas de si mesmo.
Dói... como dói...
Para quem provou do ar fresco, o mau cheiro é insuportável...
Dói a ausência do pedaço de mim que anda longe...
Dói a existência do pedaço de mim que está em mim...
Dói respirar...
Dói sonhar...
Dói viver...
Dói amar...
E esta dor que vem traz a morte em si...
Traz a vontade de morrer agora para estar em ti...
No entanto, é por que dói que sei que vivo...
E é doendo que vou renascendo em gotas,
as vezes em poças, e sempre em Rio...
Por Wolf Júnior | Domingo, Julho 09, 2006 |