

Por Odi | Terça-feira, Janeiro 24, 2012 |
A benção padrinho...
(...)
Descanse em paz...
Por Odi | Domingo, Dezembro 25, 2011 |
Por Odi | Terça-feira, Novembro 15, 2011 |
E apenas isso...
Por Odi | Sexta-feira, Outubro 07, 2011 |
Esse par de olhos mansos
jaboticaba madura
Dos campos a liberdade
Dos anjos tem a candura
Tem um néctar precioso
O doce da rapadura
No meu peito feito cachoeira
Com sabor de água pura
É a salvação da minha lavoura
contra seca e geada
Vagalume que clareia
as curvas da madrugada
Canto forte da araponga
Bem no meio da roçada
Tá dizendo pros dragões
Baixa o fogo dos canhões
Pois quem anda sob esses olhos
não tem medo de nada
Por Odi | Domingo, Setembro 04, 2011 |
Por Odi | Terça-feira, Agosto 30, 2011 |

Ser pai...
É um monte de coisas... mas Caracas.. aquele sorriso e olhos brilhantes... compensam cada esforço...
Obrigado filha...
Te amo...
Por Odi | Domingo, Agosto 14, 2011 |
Wither
Let it out, let it out
Feel the empty space
So insecure
Find the words
And let it out
Staring down, staring down
Nothing comes to mind
Find the place
Turn the water into wine
But I feel I'm getting nowhere
And I'll never see the end
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
Turn it on
Turn it on
Let the feelings flow
Close your eyes
See the ones you used to know
Open up open up
Don't struggle to relate
Lure it out
Help the memory escape
Still this barrenness consumes me
And I feel like giving up
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create
I drown in the hesitation
My words come crashing down
And all my best creations
Burn into the ground
The thought of starting over
Leaves me paralyzed
Tear it out again
Another one that got away
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create

Por Odi | Sábado, Julho 30, 2011 |

Por Odi | Sexta-feira, Julho 29, 2011 |
Convenhamos...
Isso aqui tá tão sem graça e personalidade quanto a Voz do Brasil...
"BRASILIA... DEZENOVE HORAS... "
Puta que o pariu!!!!!!

Por Odi | Segunda-feira, Julho 18, 2011 |

Bate a pedra no chão...
No chão seco e quente ela fica. Mais pedra que qualquer pedra deste mundo; mas, agora, também chão... fluido, esparso, mais vivo – ou menos morto.
Bate a pedra no chão com o baque surdo de quem morre...
Quem quer ver pedra enxerga rocha, quem quer ver chão enxerga parte. A pedra-chão nada é além dos olhos que a enxergam.
Pode cantá-la um poeta, tropeçar nela um cego ou chutá-la, com sua bota, um sargento – esse ser rude como a pedra no chão, ou como o chão em que se apóia a pedra.
Por Odi | Sexta-feira, Julho 15, 2011 |

Na verdade, pouco sobrou além do concreto, das pedras e do pó da estrada.
À medida que o corpo caminhava pela trilha semi encoberta pelo mato, marcava-se pelas pontas dos espinhos das unhas de gato e nas bordas do capim gordura. O cheiro era de desolação.
Mas ao menos o corpo sentia... marcado por tijolos do muro, empoeirado. No fundo esse era o grande problema. Mesmo ali, no meio do nada, não havia como alimentar o corpo diante de todo o vazio do espírito. Chega um momento em que ambos se fundem, confundem; não se reconhecem.
E o maior problema ainda começa a se delinear... pois quando o corpo exige, exige. Não há, para um simples humano comum, medíocre, patético, como opor-se ao que o corpo grita surdamente pelas ravinas do EU. Quando muito próximo, chega-se a sentir o cheiro, de forma sinestésica, e, então, tudo se perde na irracionalidade dos sentidos.
O corpo resiste... mas até quando conseguirá alimentar-se de convicção? Fingir-se saudável? Manter-se de pé e caminhando?...
Por Odi | Quarta-feira, Julho 06, 2011 |
Dream Theater
Let it out, let it out
Feel the empty space
So insecure
Find the words
And let it out
Staring down, staring down
Nothing comes to mind
Find the place
Turn the water into wine
But I feel I'm getting nowhere
And I'll never see the end
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
Turn it on
Turn it on
Let the feelings flow
Close your eyes
See the ones you used to know
Open up open up
Don't struggle to relate
Lure it out
Help the memory escape
Still this barrenness consumes me
And I feel like giving up
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create
I drown in the hesitation
My words come crashing down
And all my best creations
Burn into the ground
The thought of starting over
Leaves me paralyzed
Tear it out again
Another one that got away
So I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I breakdown
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create
Por Odi | Domingo, Junho 19, 2011 |
Por Odi | Sábado, Junho 18, 2011 |
Por Odi | Segunda-feira, Maio 02, 2011 |
Eu sou o atalho de todas as grandes estradas
por onde passei
Das vilas pequenas cidades por onde andei
Herança de casos passados, migalhas do pão consumido
Eu sou a metade de tudo que você tem sido
Nas ruas num sol de dezembro
eu sou o farol e a contra mão
Da flor que carregas no peito
Simples botão
Sou parte maior desse germe
que prolifera e contamina
Querendo construir morada em você menina
Doce menina, doce menina
Eu sou uma parte do pó
Que compõe a estrada de terra
Você é água cristalina lá no pé da serra
Retalhos de noites vividas
num albergue, pensão ou motel
mostrando caminho seguro
Um jeito de céu
Eu sou uma parte da noite
que entra no dia no alvorecer
Você é a semente de tudo
Eu vivo a partir de você
Eu sou uma parte da noite
que entra no dia no alvorecer
Por Odi | Terça-feira, Abril 26, 2011 |
Deposito em suas águas meu grande segredo
Parto pra cruzar fronteiras, engrossar fileiras
Compor meu enredo
Deixo suas margens ricas sob a sombra lírica da Ibituruna
Una, pobre sabiá que perdeu seu canto de frases ligeiras
Por ver se apagar a ilusão ardente
Tão inconseqüente da paixão primeira
Oh! Meu Rio Doce, doce são os seios da morena flor
Cor do seu Ipê
Que vive sob as gameleiras, pés de jenipapo
Junto de você
Leva essa morena no seu leito manso
Faz o seu remanso se vestir de azul
Por Odi | Sábado, Abril 23, 2011 |
Por Odi | Sábado, Abril 16, 2011 |
Por Odi | Domingo, Abril 03, 2011 |
Por Odi | Domingo, Março 20, 2011 |

Quando a brisa sopra,
diante do sol,
o cacto treme
por de trás de seus espinhos.
Ah como é quente e seco
e difícil esse caminho.
O cacto quieto,
sob a força inclemente do sol,
espanta-se...
por que motivo vem de longe o vento
apenas para soprar
a bem-aventurança do momento?
Todo cacto sabe
que o vento sopra.
Afinal,
o vento é vento.
E assim sendo, vento,
é beleza, amor, sustento.
E sabendo
a alegria vital
do vento
o cacto segue...
apenas cacto,
sempre.
Seja o vento feliz
e seja o cacto
cacto.
Por Odi | Terça-feira, Fevereiro 08, 2011 |

Por Odi | Terça-feira, Novembro 02, 2010 |
_ Onde diabos anda a palavra?
_ Perdeu-se... acho que nessa roda toda da vida, ela acabou batendo as botas...
_ E desde quando a palavra usa botas?
_ Desde a mesma época que ela anda oras!
_ Muito bem espertalhão, mas por que que ela não aparece mais? Morta não está, que sempre ouço seus sussurros pelo labirinto da cabeça vazia...em meio às tempestades alcoólicas ou melancólicas... nuvens espessas de tabaco e coisas do gênero.
_ Vai ver ela perdeu o tesão... acontece.
_ Que se dane o tesão da palavra... palavra é puta... a maior puta de todos os tempos... vulgar e cheirando a fumaça e sexo... ela não exprime porque está com tesão...exprime porque é isso que ela faz.... é o que a define... assim como o que define a puta é ser puta... apenas.
_ Homem, você está sendo muito injusto...principalmente com as putas... doces putas pela madrugada das esquinas fétidas... doces moçoilas pelas mesas das boites, cheirando a álcool e fumaça... creme barato de cabelo... suor e sexo... sentando nos colos e enfiando as mãos nas calças desavisadas... quer algo que instigue mais o olfato de um homem???... por si só essa mistura já ergue o mastro de qualquer navio.
_ Não me preocupo com as putas porra! Por onde anda a palavra???
_ Ah meu caro... o homem que ignora sua mais íntima puta, é um homem mudo...não existem palavras que combinem seus pensamentos vazios, uma vez que não existe em sua vida a puta que lhe faz realmente homem...
_ Você está miseravelmente bêbado homem!
_ Ora... a bebedeira é o veículo da noite... assim como a puta, essa, em sua essência mais mundana e mítica, é a necessidade mais plena do homem... respeite meu porre e minha puta, e talvez possa reencontrar suas ébrias e promíscuas palavras.
Por Odi | Domingo, Maio 30, 2010 |

Crawling in my skin
These wounds they will not heal
Fear is how I fall
Confusing what is real
There's something inside me that pulls beneath the surface,
Consuming / Confusing
This lack of self control I fear is never ending,
Controlling / I can't seem
To find myself again
My walls are closing in
[Mike](Without a sense of confidence and I'm convinced
That there's just too much pressure to take)
I’ve felt this way before
So insecure
Crawling in my skin
These wounds they will not heal
Fear is how I fall
Confusing what is real
Discomfort, endlessly has pulled itself upon me
Distracting/Reacting
Against my will I stand beside my own reflection
It's haunting how I can't seem..
To find myself again
My walls are closing in
(Without a sense of confidence and I'm convinced
That there's just too much pressure to take)
I've felt this way before
So insecure
Crawling in my skin
These wounds they will not heal
Fear is how I fall
Confusing what is real
Crawling in my skin
These wounds they will not heal
Fear is how I fall
Confusing confusing what is real
[There's something inside me that pulls beneath the surface,
Consuming]
[Confusing what is real]
[This lack of self control I fear is never ending,
Controlling]
[Confusing what is real]
Por Odi | Sábado, Maio 15, 2010 |
Levanta-se no horizonte a sombra frente ao sol...
lembranças entrecortadas
punhaladas no ego
trancado
sob o mar...
e frente ao sol fica o cheiro desta pele que queima
aveludada desprendendo fumaça no leme, no cérebro.
Devolva-me o pouco que ainda ficou no baú...
o direito de esquecer...
ainda que seja morrer um pouco mais.
Por Odi | Segunda-feira, Abril 12, 2010 |

Por Odi | Domingo, Março 21, 2010 |
Não é o fogo a imagem da destruição que se estampa
em olhares inflamados e incompreendidos...
A imagem da destruição é justamente sua antítese...
a total falta do fogo sagrado.
Opanixé...
Por Odi | Sábado, Dezembro 12, 2009 |

Caminha na escuridão a pequena alma perdida,
desencontrada de si mesmo,
perdida entre tantos tons de sua própria voz
e entre tantas feições de seu próprio de rosto.
Caminha sem muita vontade de andar,
como se fosse cair sem já respirar
a qualquer soprar do vento.
A alma que caminha
assim
caminha
sempre
sozinha.
Não importa onde esteja,
não importa onde vá,
nem com quem ou com quantos estará.
Ela seguirá
sempre
sozinha...
E mesmo desconsiderada,
mesmo que seja fraqueza a pequena mecha que se diz imensa,
mesmo no silêncio,
a brisa balança,
mas ajuda a firmar o pé no chão...
Desconsidero... por mais que doa...
mas a pequena brisa foi quem me salvou.
Eparrei! Oyá
Por Odi | Sexta-feira, Novembro 27, 2009 |
É com muita satisfação e alegria que nos reunimos nesta noite para celebrar essa tão aguardada cerimônia. Quatro anos que se passaram tão rapidamente. Cenas tão nítidas que eu as descreveria como se tivessem acontecido ontem mesmo. São tantas que eu precisaria de uns dez discursos como este para descrever uma por uma. Como não tenho tantos discursos assim, vou ser sucinto e tentar chegar o mais próximo possível disso.
Primeiramente, como convém à ocasião, devo dizer algo sobre a História. O que dizer quanto à História?Bem, a História. De qualquer forma, podemos dizer que temos uma responsabilidade com ela agora que somos graduados. Afinal, citando nosso colega Breno, somos “uma turma de vencedores”. (1)Aprendemos muito neste caminho e foi exatamente isso que nos faz dignos de tal adjetivo. Certamente nossos alunos aprenderão que feudo é uma relação e não um pedaço de terra(2), ou que as cercas existiam antes do cercamento dos campos.(3) Mas acima disso sabemos o mais importante que a História pode nos oferecer, que é a consciência de que não existe conhecimento pronto e imutável, e que ele é construído e trabalhado permanentemente. Conhecer e construir conhecimento passaram a ser uma parte importante de nossas vidas. Talvez a semelhança mais forte que nos unirá ainda por muito e muito tempo.
Agora passando para nós, membros da turma. Como eu já disse tudo passou muito rapidamente, mas seria injusto se dissesse que cada segundo deste pequeno período de nossas vidas não fosse bem intensamente vivido. Dos primeiros períodos onde nossa grande preocupação era o fim da aula de sexta à noite pra podermos assim visitar o bar do ICB, época mesma em que nos dividimos entre “alas” da “direita, esquerda e centro”,(4) até os dias de atuais em que o futuro além da universidade já nos bate à porta, não posso afirmar que exista um momento sequer que não tenha terminado em risos e, por que não, certo otimismo.
Agora, como professores e historiadores, temos muitas perguntas sobre nós, nossas vidas e carreiras, expectativas acerca do futuro, até mesmo nosso papel enquanto intelectuais. Em que e a quem podemos ser úteis? Qual nosso lugar, agora graduados, neste mundo tão complexo que nos aguarda além dos muros da universidade? Não posso dizer que tenho a resposta. Aliás, isso nem seria possível, já que cada um de nós, assim como nos encontramos vindos de caminhos tão diversos, por outros ainda mais improváveis trilharemos. Algo que nenhum oráculo poderia prever com precisão.
Para tentar cobrir, mesmo que precariamente, tal lacuna, cito um pequeno trecho do final de um livro que é caro para alguns de nós:
“A razão nos esclarece, mas em nada nos determina. O amor-próprio é o móvel de todas as nossas determinações. A felicidade da constituição dos órgãos, da educação, das sensações externas, e as leis humanas são tais que o homem somente pode ser feliz se observá-las, se viver como um homem de bem”.(5)
Esta é a reflexão que quero deixar aqui baseada em tudo que aprendi com essa turma. Pessoas que nunca se tornaram tão racionais a ponto de perderem a sensibilidade com a vida e jamais deixaram de ter amor próprio ou para com os colegas.(6)
A cada dia passado na FAFICH, posso afirmar, nos unimos mais. E espero que assim seja também a partir de hoje.
Muito obrigado.
Pois é... demos o primeiro passo. Valeu galera!
Por Odi | Terça-feira, Outubro 27, 2009 |

Ergue-se contra o firmamento como um velho castelo natural... seus galhos secos destacam-se como torres medievais na paisagem tupiniquim de cerrado seco. Sua imagem lembra, não fosse o sol escaldante, espectros sussurrantes de estórias tenebrosas de Allan Poe. No entanto, a velha árvore não está morta...
Em seus galhos mais altos começam a brotar manchas verdes claras de novos ramos, salpicando o fundo azul do céu de agosto. Por baixo de sua aparência mórbida a vida palpita impaciente por novos tempos. A velha árvore range sob o vento, mas renasce aos poucos, refazendo seu caminho natural, o único caminho que pode descrever no horizonte. Em sua mudez e imponência, espalha lições de humildade e esperança a olhos atentos às suas sutis mudanças diárias. E mesmo os que não enxergam desta forma, de repente, surpreendem-se com a invasão de folhas verdes e pássaros cantando em seus ninhos. Silenciosamente, a velha árvore cumpre seu papel, cotidiano e surpreendente, mundano e sagrado como a madeira e o Irokô.
Por Odi | Quarta-feira, Agosto 26, 2009 |

